Romantismo – remonta às raízes medievais e repudia o espírito clássico.
  Datas: 1836 – “Suspiros Poéticos e Saudades” (Domingos José Gonçalves de Magalhães)             
             1881 – “Memórias Póstumas de Brás Cubas”/ “O Mulato” (Machado de Assis e Aluísio Azevedo)  

Romantismo – “romantic” -> “romaunt” -> “romances medievais”| Gênero que surge no Romantismo: ROMANCE Fato histórico – R. F. (1789). Consequência: entra em crise o sistema das monarquias absolutistas: vez do liberalismo e da ascensão da burguesia.  

Romantismo: é a literatura da burguesia, levada ao poder pela Revolução Francesa. Forma de vida.
Origem: Inglaterra, Alemanha e França, sendo esta última a divulgadora do movimento para o mundo.
Raízes do Romantismo: James Macpherson (escocês) Séc. XVIII
Ossianismo (Ossian) Séc. III d.C.
Novidades do Ossianismo:
Simplicidade vocabular e sintática; melodia natural e espontânea da frase; sentimento da natureza, da guerra e do amor – instalação para o Romantismo.

Precursores:
1) Inglaterra: Willian Wordsworth, Walter Scott e Byron. - Transbordamento de sentimentos espontâneos.
2)Alemanha: Emmanuel Kant, Lessing, Goethe e Klopstock

- Vitória do subjetivo sobre o objetivo, do sentimento sobre a razão;

- Luta contra o espírito clássico;

- Apego ao nacional; personagem guiada pelos sentimentos.


3) França: Jean-Jacques Rousseau, Chateaubriand, Alfred de Vigny, Alfred de Musset, Alphonse de Lamartine, Victor Hugo.

- Bondade primitiva do homem; Natureza participando do estado de espírito; Nacionalismo; Sonho; Poesia religiosa; Poesia social de altos vôos.
4) Portugal: João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett.

- “Camões” – 1825 | “Dona Branca” (1826) – França


5) Brasil: Domingos José Gonçalves de Magalhães – “Suspiros Poéticos e Saudades” – (1836) – França.  

Brasil: Romantismo: ligado à independência política e cultural. Família real portuguesa vem para cá fugindo dos exércitos franceses: Brasil se eleva à categoria de outras nações européias, nas ciências, nas artes, na indústria e no comércio.   Características Românticas (segundo Hibbard)

  1. Individualismo e Subjetivismo – (Macrocosmo, egocentrismo, gigantismo).
  2. Ilogismo (oscilação).
  3. Escapismo (existencial e temporal) para a imaginação.
  4. Retorno ao passado (I.M., indianismo, infância, felicidade).
  5. Sonho.
  6. Pitoresco.
  7. Exagero.
  8. Senso de mistério.
  9. Reformismo (movimentos democráticos).
  10. Fé (x Razão).
  11. Culto à natureza.
  12. Nacionalismo.
  13. Hipocondria.
  14. Ostracismo (solidão)
  15. Destaque para a “cor local”: idealizada – Brasil: lusofobismo: 2 pólos: Aqui x lá (Canção do Exílio)
  Temas da Literatura Romântica:
  1. Amor burguês
  2. Mulher – frágil e valorizada (mãe, irmã, anjo)
  3. Pátria – (repetindo o Cavaleiro Andante): nacionalismo
  4. Observação da sociedade
  5. Saudosismo
  6. “Morrer moço”; “mau du siècle”
  7. Amor X dinheiro X casamento – trilogia (J.A.)
Importância da criação do romance:
- Aburguesamento da literatura: a burguesia vai consumir a Literatura. Romance de sala de jantar.  

Gêneros cultivados no Romantismo:
1)      Poesia: - origina-se no coração – suprema fonte de inspiração.                
- brota da sensibilidade e da imaginação individuais.                
- sinônimo de auto-expressão / É pessoal, íntima e amorosa, explora também a poesia social e religiosa. Também a poesia social e reformista

2)      Teatro: importante; linha psicológica, histórica e social, e indianista; romance negro de conteúdo fantástico (castelos, claustros, solares assombrados, impressões de horror); surge ainda o romance de aventuras (ação, façanhas perigosas, emocionantes)

Em síntese: romances – social, de costumes, psicológico, sentimental, gótico, de aventuras.  

Língua e Sintaxe
Língua, estilo, versificação – liberdade
Sintaxe: - o romântico reagiu contra a gramática;                 
- combater o estilo nobre e pomposo;                 
- defendeu o uso de uma língua liberta, simples, coloquial e mais rica.
1ª Geração:
- nacionalismo (indianismo; paisagem brasileira)                      
- saudosismo (infância, pátria)                       
- religiosidade; traços de pessimismo; individualismo e subjetivismo; lusofobismo Gonçalves Dias, José de Alencar, Gonçalves de Magalhães, Porto Alegre, Torres Homem, Joaquim Norberto, Bernardo Guimarães, Macedo e Manuel Antônio de Almeida.  
2ª Geração: - descrença e ceticismo; “mau du siècle”: morreu moço;                       
 - poesia byroniana ou ultra-romântica;                       
 - preferência por ambientes noturnos e tétricos;                        
- poesia da dúvida; pessimismo exagerado;                        
- individualismo por excelência; Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Aureliano Lessa, Laurindo Rabelo.  
3ª Geração: - primeiras reações anti-românticas;                        
- período de transição; estilo grandiloquente;                        
- condoreirismo; preocupação social;                       
- abandono do pieguismo do ultra-romantismo                        
- regionalismo; Castro Alves, Tobias Barreto, Luís Guimarães Júnior, Visconde de Taunay, Franklin Távora, Machado de Assis (romântico)          ·           ·           ·           ·          
 

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