Propugnador de um uso brasileiro da língua portuguesa, pelo aproveitamento de vocábulos, expressões e fraseados nacionais. Enriqueceu a nossa língua literária com inúmeros brasileirismos, uma cadência tropical e um metaforismo que alegorizou a fauna e a botânica do país.

Divisão da obra alencariana:

1)     Romances histórico-indianistas: Ubirajara/ Iracema/ O Guarani

- Mais lendários que históricos;

- Mito do bom selvagem (Peri, Iracema, Poti) x ganância e falsidade do civilizado europeu;

- Iracema: prosa poética.

1 - O “Guarani” = “indígena brasileiro” -> símbolo da autonomia americana e afirmação nacional no reino das artes.

- Escreve o romance em folhetins diários no DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO. (1857 -> folhetins de “A Viuvinha” e a primeira edição de “O Guarani”. (1856 -> Cartas sobre a “Confederação dos Tamoios” e folhetins de “Cinco Minutos”.)

- Peri -> símbolo dos valores espirituais da cristandade e da nobreza. Distancia-se da realidade na busca da perfeição.

- Luta entre o bem e o mal, duelo entre ambição e nobreza, o sentido da gênese racial (a partir da seleção do belo e do puro: Peri e Ceci), duelo entre os selvagens e europeus, fúria e destruição dos elementos e nascimento da raça brasileira.

- Mola propulsora das ações e conflitos: amor e interesses.

2 - Ubirajara (“Senhor da lança”): pré-história brasileira: Brasil pré-cabralino.

3 - Iracema (lábios de mel):  “América” – descoberta do Brasil: Iracema e Martim.

Aqui Alencar atinge a maturidade com os temas indianistas. Força poética vem da relação amorosa.

Tem grande espaço lírico porque a ação é reduzida.

- Desorientação do jovem fidalgo português: Martim;

- O surpreendente encontro com a jovem índia;

- A hospitalidade do selvagem;

- O ciúme do guerreiro;

- O amor da selvagem pelo branco;

- A morada dos dois afastados da tribo;

- As saudades de Martim da terra natal; as viagens dele;

- A tristeza de Iracema com a mudança do amado;

- O nascimento de Moacir, filho da dor;

- A morte de Iracema.

- Chateaubriand: o tema da felicidade primitiva dos selvagens que começa a se corromper com a aproximação do homem civilizado. (A velha civilização européia e o Novo Mundo da América).

2)     Romances urbanos: “perfis de mulher”: heroína ideal, angélica, simples, de caráter único; às vezes, de caráter complicado, revelando as suas contradições, os seus complexos e os seus desencontros psicológicos, os recessos da alma.

- Cinco Minutos: O amor capaz de restituir a vida;

- A Viuvinha: O amor que aprimora o caráter;

- Lucíola: O amor que depura o pecado;

- Senhora: O amor que castiga para purificar;

- A Porta da Gazela: O amor ideal que prima sobre o amor interessado apenas na perfeição física;

- Encarnação: O amor mórbido vencido pelo amor sadio;

- Diva: O amor que se martiriza porque se ignora e está desfigurado pelo complexo psicológico;

- Senhor D’Ouro: O amor em luta com o dinheiro;

- “Meros romances para mocinhas? Estilo água de flor de laranja?”

Primeiro objetivo de Alencar: descrição da vida social do Rio de Janeiro e arredores com espírito de observação e minúcia.

Romances urbanos: quadro multifacetado e vivo da sociedade em que viveu e que frequentou, descrição da natureza e das ruas de uma cidade em movimento, da vida social, artística e literária, do mundo dos negócios e das finanças, das danças, saraus e espetáculos. Dos trajes, especialmente, femininos, mobiliário, decoração, galeria de tipos e personagens: a Corte do Rio de Janeiro.

3)     Romances regionalistas:

- “O Sertanejo”: ambientado no nordeste brasileiro;

- “O Gaúcho”: a vida do homem dos pampas (pouca fidelidade);

- “Til”: ambientado no planalto paulista.

4)     Romance regionalista e social:

- “O Tronco do Ipê”: região: zona da mata fluminense, decadência da fazenda, confronto das três raças: branca, negra e mestiça.

5)     Romances históricos:

- “As Minas de Prata” – Primeiro romance verdadeiramente histórico.

- “A Guerra dos Mascotes” – Revolução entre Pernambuco e Olinda.

- “O Garatuja”

- “Alfarrábios”

- e as novelas: “O Ermitão da Glória”  e “Alma de Lázaro”

6)     Teatro: - “O Demônio Familiar”

          - “Verso e Reverso”

              - “As Asas de um anjo”

              - “Mãe”

              - “O Jesuíta”

7)     Autobiografia: “Como e Por Que Sou Romancista”; “Ao Correr da Pena”.

8)     “Os Contrabandistas”?



ROMANCE REGIONALISTA OU SERTANEJO

Bernardo Guimarães

- O Ermitão de Muquém (primeiro romance regionalista)

- O Seminarista (melhor obra: tema: celibato clerical)

- O Garimpeiro

- A Escrava Isaura (obra mais popular)

- Maurício

- O Índio Afonso

- Lendas e Romances, entre outros.

Visconde de Taunay

- Inocência: a honradez rústica e a violência na defesa da dignidade do lar.

- A Retirada de Laguna

- Cenas de Viagem

- Manuscrito de uma Mulher, entre outros.

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