COESÃO E COERÊNCIA. CONECTORES






O texto é um conjunto harmônico de elementos, associados entre si por processos de coordenação ou subordinação. Os fonemas (sons da fala), representados graficamente pelas letras, unem- se constituindo as palavras. Essas, por sua vez, ligam-se para formar as orações, que passam a se agrupar, constituindo os períodos. A reunião de períodos dá origem aos parágrafos. Estes também se unem, e temos então o conjunto final, que é o texto.

No meio de tudo isso, há certos elementos que permitem que o texto seja inteligível, com suas partes devidamente relacionadas. Se a ligação entre as partes do texto não for bem feita, o sentido lógico será prejudicado. Observe atentamente o trecho seguinte.

“Levantamos muito cedo. Fazia frio e a água havia congelado nas torneiras. Até os animais, acostumados com baixas temperaturas, permaneciam, preguiçosamente, em suas tocas. Apesar disso, deixamos de fazer nossa caminhada matinal com as crianças.”

O trecho é composto por vários períodos, agrupados em dois segmentos distintos. No primeiro, fala-se do frio intenso e suas consequências; no segundo, a decisão de não fazer a caminhada matinal. O que aparece para fazer a ligação entre esses dois segmentos? A locução apesar disso. Ora, esse termo tem valor concessivo, liga duas ideias contraditórias, opostas; mas o que segue a ele é uma consequência do frio que fazia naquela manhã. Dessa forma, no lugar de apesar disso, deveríamos usar por isso, por causa disso, em virtude disso,etc.

Conclui-se o seguinte: as partes do texto não estavam devidamente ligadas. Diz-se então que faltou coesão textual.

Consequentemente, o trecho ficou sem coerência, isto é, sem sentido lógico.

Resumindo, podemos dizer que a coesão é a ligação, a união entre partes de um texto; coerência é o sentido lógico, o nexo.









É extremamente importante, para que se penetre no texto, uma noção segura dos recursos de que a língua dispõe para estabelecer a coesão textual. Aliás, esse termo é ainda mais amplo: qualquer vínculo estabelecido entre as palavras, as orações, os períodos ou os parágrafos podemos chamar de coesão. Toda palavra ou expressão que se refere a coisas passadas no texto, ou mesmo às que ainda virão, são elementos conectores. Os termos a que eles se referem podem ser chamados de referentes. Muita atenção, pois, com os conectores.

Eis os mais importantes:

1) Pronomes pessoais, retos ou oblíquos

Ex.: Meu filho está na escola. Ele tem uma prova hoje.

Ele = meu filho (referente)

Carlos trouxe o memorando e o entregou ao chefe.

O = memorando (referente)


2) Pronomes possessivos

Ex.: Pedro, chegou a sua maior oportunidade.

Sua = Pedro (de Pedro)


3) Pronomes demonstrativos

Os demonstrativos estão entre os mais importantes conectores da língua portuguesa. Frequentemente se criam questões de interpretação ou compreensão com base em seu emprego. Veja os casos seguintes.

a)O filho está demorando, e isso preocupa a mãe.

Isso = O filho está demorando.


b) Isto preocupa a mãe: o filho está demorando.

Isto = o filho está demorando.

Parecidos, não é mesmo? A diferença é que isso (esse, esses, essa, essas) é usado para fazer referência a coisas ou fatos passados no texto.

Isto (este, estes, esta, estas) refere-se a coisas ou fatos que ainda aparecerão. Embora se faça uma certa confusão hoje em dia, o seu emprego adequado é exatamente o que acabamos de expor.

c) O homem e a mulher estavam sorrindo. Aquele porque foi promovido; esta por ter recebido um presente.

Aquele = homem

esta = mulher

Temos aqui uma situação especial de coesão: evitar a repetição de termos por meio do emprego de este (estes, esta, estas) e aquele (aqueles, aquela, aquelas). Não se usa, aqui, o pronome esse (esses, essa, essas). Com relação ao exemplo, a palavra aquele refere-se ao termo mais afastado (homem), enquanto esta, ao mais próximo (mulher). Semelhante correlação também pode ser feita com numerais (primeiro e segundo) ou com pronomes indefinidos (um e outro).



ANÁFORA E CATÁFORA





Observe os seguintes pronomes demonstrativos: este, esta, isto, esse, essa, isso. Como veremos, há diferenças de usos desses pronomes quando se fala e quando se escreve. Para tentar explicar essas diferenças, recorreremos à linguística textual.

A linguística textual nos ensina que um texto, para ser bem construído, ou seja, para ter textualidade (textualidade é o que faz de uma sequência linguística um texto e não um amontoado de frases ou palavras), tem de ter, basicamente, coesão e coerência.

Como se sabe, a coerência estaria ligada à possibilidade de estabelecimento de um sentido para o texto. Tal sentido obrigatoriamente tem de ser do todo, uma vez que a coerência é global. A coesão, por sua vez, estaria ligada, segundo os estudiosos dessa área do conhecimento, às partes superficiais, lineares, em outras palavras, à questão propriamente linguística do texto. De modo que a coesão seria obtida, parcialmente, através da gramática e, parcialmente, através do léxico.

Para o objetivo do nosso estudo, nos deteremos somente aos fatores de coesão. Sendo assim, os principais fatores de coesão textual, segundo Fávero e Koch (2002, p. 38), são: a referência, a substituição, a elipse, a conjunção (conexão) e a coesão lexical. Restringindo ainda mais este estudo, de acordo com nosso propósito, vejamos o que seja a referência.

Referência é definida, por Haliday e Hasan (1973), como um movimento de recuperação de elementos, que estão tanto dentro quanto fora do texto. Para separar esses dois tipos de referência, os autores denominaram exóforas as referências situacionais e endóforas as textuais. 

As referências endofóricas se subdividem em aquelas que se referem a elementos anteriores (denominadas de anáforas) e aquelas que se referem a elementos posteriores (as catáforas). Acrescentamos aqui a noção de dêixis (ou díxis) à referência situacional (exofórica). Esquematicamente (de acordo com Fávero e Koch):



A dêixis (ou díxis) designa o conjunto de palavras ou expressões (expressões dêiticas) que têm como função "apontar" para o contexto situacional (exófora) de uma dada interação.










Acreditamos que, deste modo, facilita-se o entendimento do uso dos pronomes demonstrativos, na medida em que o deslocamos para o quadro geral da teoria da enunciação. Ou seja, para dentro da cena da interação linguística face a face, em que o uso dos pronomes demonstrativos se faz mediante a função dêitica (espacial), por quem fala no momento em que fala. Assim:


a) Esta cadeira está quebrada. (= Esta cadeira [aqui perto de mim que falo, primeira pessoa do discurso] está quebrada.)
b) Passe-me essa caneta, por favor! (= Passe-me essa caneta [que está aí perto de você a quem falo,segunda pessoa do discurso], por favor).
c) Isso é seu? Refiro-me a essa bela gravata que está em seu pescoço.
d) Isto é meu! Estou falando deste relógio que está em meu pulso.

Pronomes demonstrativos em função endofórica ou textual


1º). Por meio da anáfora (isto é, ao que precede) estabelece-se uma relação coesiva de referência que nos permite interpretar um item ou toda uma ideia anteriormente expressa no texto, por exemplo, pelos pronomes demonstrativos essa, esse, isso, como a seguir:

a) "Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa ideia nos parece estranha." [= Essa ideia de poder comprar ou vender o céu, o calor da terra.]
b) "Busquei, primeiro, o amor porque ele produz êxtase [...]. Eis o que busquei e, embora, isso possa parecer demasiado bom para a vida humana, foi isso que - afinal - encontrei." [primeiro "isso" = a busca do amor; segundo "isso" = o amor].
c) Pedro foi preso como estelionatário. Esse cara nunca me enganou. [Esse cara = Pedro].

2º). Um elemento de referência é catafórico quando sua interpretação depender de algo que se seguir no texto; aqui, ele será representado pelos pronomes demonstrativos esta, este e isto. Exemplos:

a) Estas foram as últimas palavras do meu mestre: seja sincero com seus discípulos.
b) Quando saí de casa, meu pai me disse isto: seja bom, ame o próximo, e respeite a vida.
c) Este foi um divertido anúncio de uma revista: "Cara, se, tipo assim, o seu filho escrever como fala, ele tá ferrado!"

“O mais importante mesmo é lembrar o papel desses pronomes no texto, na coesão textual.




Para se referir a algo que já foi dito no texto ou na conversa, deve-se usar “esse", "essa", "isso".

Exemplo: "O Copom resolveu reduzir a taxa de juros. Essa decisão já era esperada pelo mercado".

O pronome "essa" se refere à decisão citada antes, sobre o Copom.



Para se referir a algo que será citado, deve-se usar “este”, “esta”, “isto”.

Exemplo: "A decisão do Copom é esta: a taxa de juros foi reduzida".

O pronome "esta" se refere à decisão que ainda será anunciada.

“Então o pronome ‘este’, o pronome ‘esta’, o pronome ‘isto’ anunciam. O pronome ‘esse’, o pronome ‘essa’, o pronome ‘isso” retomam, recuperam”.



Outro caso

Há outro caso, usado em frases que citam duas pessoas na primeira oração e, na segunda, usam-se dois pronomes demonstrativos de modo anafórico.

Exemplo: "O delegado interrogou Pedro e Paulo; este negou a versão, aquele confirmou".

O pronome "este" se refere ao mais próximo, ao citado mais recentemente. Nesse caso, é Paulo; "aquele" se refere ao mais distante, ao anterior - no caso do exemplo, Pedro.

5) Pronomes indefinidos

Ex.: Naquela época, os homens, as mulheres, as crianças, todos acreditavam na vitória.

todos = homens, mulheres, crianças


6) Pronomes relativos

Ex.: Havia ali pessoas que me ajudavam.

que = pessoas

No caso do pronome relativo, o seu referente costuma ser chamado de antecedente.


7) Pronomes interrogativos

Ex.: Quem será responsabilizado? O rapaz do almoxarifado, por não ter conferido os materiais.

Quem = rapaz do almoxarifado


8) Substantivos

Ex.: José e Helena chegaram de férias. Crianças ainda, não entendem o que aconteceu com o professor.

Crianças = José e Helena


9) Advérbios

Ex.: A faculdade ensinou-o a viver. Lá se tornou um homem.

Lá = faculdade


10) Preposições

As preposições ligam palavras dentro de uma mesma oração. Em casos excepcionais, ligam duas orações. Elas não possuem referentes no texto, simplesmente estabelecem vínculos.

Ex.: Preciso de ajuda.

Morreu de frio.

Nas duas frases, a preposição liga um verbo a um substantivo. Na primeira, em que introduz um objeto indireto (complemento verbal com preposição exigida pelo verbo), ela é destituída de significado. Diz-se que tem apenas valor relacional. Na segunda, em que introduz um adjunto adverbial, ela possui valor semântico ou nocional, uma vez que a expressão que ela inicia tem um valor de causa. Veja, a seguir, os principais valores semânticos das preposições.

• De causa

Ex.: Perdemos tudo com a seca.

• De matéria

Ex.: Trouxe copos de papel.

• De assunto

Ex.: Falavam de política.

• De fim ou finalidade

Ex.: Vivia para o estudo.

• De meio

Ex.: Falaram por telefone.

• De instrumento

Ex.: Feriu-se com a tesoura.

• De condição

Ex.: Ele não vive sem feijão.

• De posse

Ex.: Achei o livro de André.

• De modo

Ex.: Agiu com tranqüilidade.

• De tempo

Ex.: Retornaram de manhã.

• De companhia

Ex.: Passeou com a irmã.

• De afirmação

Ex.: Irei com certeza.

• De lugar

Ex.: Ele veio de casa.


11) Conjunções e locuções conjuntivas

Conjunção é a palavra que liga duas orações ou, em poucos casos, dois elementos de mesma natureza. Pode-se entender também como a palavra que introduz uma oração, que pode ser coordenada ou subordinada. Não vai nos interessar aqui essa distinção. Se desejar, consulte o nosso livro Português para Concursos.

É sumamente importante para a interpretação e a compreensão de textos o conhecimento das conjunções e locuções correspondentes.

Chamaremos a todas, simplesmente, conjunções.

Da mesma forma que as preposições, as conjunções não têm referentes propriamente ditos. Cumpre reconhecer o valor de cada uma, para que se entenda o sentido das orações em português e, conseqüentemente, do texto em que elas aparecem.







CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

São as que iniciam orações coordenadas. Podem ser:



Estabelecem uma adição, somam coisas ou orações de mesmo valor.

Principais conjunções: e, nem, mas também, como também, senão também, como, bem como, quanto.

Ex.: Fechou a porta e foi tomar café.

Não trabalha nem estuda.

Tanto lê como escreve.

Não só pintava, mas também fazia versos.

Não somente lavou, como também escovou os cães.



Estabelecem idéias opostas, contrastantes.

Principais conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão, que.

Ex.: Correu muito, mas não se cansou.

As árvores cresceram, porém não estão bonitas.

Falou alto, todavia ninguém escutou.

Chegamos com os alimentos, no entanto não estavam com fome.

Não o culpo, senão a você.

Peça isso a outra pessoa, que não a mim.

Observações:

a) Em todas as frases há idéia de oposição. Se a pessoa corre muito, deve ficar cansada. A palavra mas introduz uma oração que contraria isso. O mesmo ocorre com as outras conjunções e suas respectivas orações.

b) Às vezes, a palavra e, normalmente aditiva, assume valor adversativo.

Ex.: Fiz muito esforço e nada consegui, (mas nada consegui).



Estabelecem conclusões a partir do que foi dito inicialmente.

Principais conjunções: logo, portanto, por conseguinte, pois (colocada depois do verbo), por isso, então, assim, em vista disso.

Ex.: Chegou muito cedo, logo não perdeu o início do espetáculo.

Todos foram avisados, portanto não procedem as reclamações.

É bastante cuidadoso; consegue, pois, bons resultados.

Estava desanimado, por conseguinte deixou a empresa.

É trabalhador, então só pode ser honesto.







Ligam idéias que se alternam ou mesmo se excluem.

Principais conjunções: ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer.

Ex.: Faça sua parte, ou procure outro emprego.

Ora narrava, ora comentava.

“Já atravessa as florestas, já chega aos campos do Ipu.” (José de Alencar)



Explicam ou justificam o que se diz na primeira oração.

Principais conjunções: porque, pois, que, porquanto.

Ex.: Chorou muito, porque os olhos estão inchados.

Choveu durante a madrugada, pois o chão está alagado.

Volte logo, que vai chover.

Era uma criança estudiosa, porquanto sempre tirava boas notas.

Observações:

a) Essas conjunções também podem iniciar orações subordinadas causais, como veremos adiante.

b) Depois de imperativo, elas só podem ser coordenativas explicativas, como no terceiro exemplo.


CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

São as que iniciam as orações subordinadas. Podem ser:






Iniciam orações que indicam a causa do que está expresso na oração principal.

Principais conjunções: porque, pois, que, porquanto, já que, uma vez que, como, visto que, visto como.

Ex.: O gato miou porque pisei seu rabo.

Estava feliz pois encontrou a bola.

Triste que estava, não quis passear.

Já que me pediram, vou continuar.

Visto que vai chover, sairemos agora mesmo.

Como fazia frio, pegou o agasalho.








Introduzem orações que estabelecem uma condição para que ocorra o que está expresso na oração principal.

Principais conjunções: se, caso, desde que, a menos que, salvo se, sem que, contanto que, dado que, uma vez que.

Ex.: Explicarei a situação, se isso for importante para todos.

Caso me solicitem, escreverei uma nova carta.

Você será aprovado, desde que se esforce mais.

Sem que digas a verdade, não poderemos prosseguir.

Contanto que todos participem da reunião, os projetos serão apresentados.

Uma vez que ele tente, poderá alcançar o objetivo.








Começam orações com valor de concessão, isto é, idéia contrária à da oração principal. Cuidado especial com essas conjunções! Elas são bastante cobradas em questões de provas.

Principais conjunções: embora, ainda que, mesmo que, conquanto, posto que, se bem que, por mais que, por menos que, suposto que, apesar de que, sem que, que, nem que.

Ex.: Embora gritasse, não foi atendido.

Perderia a condução mesmo que acordasse cedo.

Conquanto estivesse com dores, esperou pacientemente.

Posto que me tenham convidado com insistência, não quis participar.

Por mais que tentem explicar, o caso continua confuso.

Sem que tenha grandes virtudes, é adorado por todos.

Doente que estivesse, participaria da maratona.

Fale, nem que seja por um minuto apenas.








Introduzem orações com valor de comparação.

Principais conjunções: como, (do) que, qual, quanto, feito, que nem.

Ex.: Ele sempre foi ágil como o pai.

Maria estuda mais que a irmã. (ou do que)

Nada o entristecia tanto quanto o sofrimento de seu povo.

Estava parado feito uma estátua.

Rastejávamos que nem serpentes.

Ele agiu tal qual eu lhe pedira.

Observações

a) Geralmente o verbo da oração comparativa é o mesmo da principal e fica subentendido. É o que ocorre nos cinco primeiros exemplos.

b) As conjunções feito e que nem são de emprego coloquial.






Principiam orações com valor de acordo em relação à principal.

Principais conjunções: conforme, segundo, consoante, como.

Ex.: Fiz tudo conforme me solicitaram.

Segundo nos contaram, o jogo foi anulado.

Pedro tomou uma decisão consoante determinava a sua consciência.

Carlos é inteligente como os pais sempre afirmaram.






Iniciam orações com valor de consequência.

Principais conjunções: que (depois de tão, tal, tanto, tamanho, claros ou ocultos), de sorte que, de maneira que, de modo que, de forma que.

Ex.: Falou tão alto que acordou o vizinho.

Gritava que era uma barbaridade. (Gritava tanto...)

Eu lhe expliquei tudo, de modo que não há motivos para discussão.








Começam orações que estabelecem uma proporção.

Principais conjunções: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto (em correlações do tipo quanto mais...mais, quanto menos...menos, quanto mais...menos, quanto menos...mais, quanto maior...maior, quanto menor...menor).

Ex.: Seremos todos felizes à proporção que amarmos.

À medida que o tempo passava, crescia a nossa expectativa.

O ar se tornava rarefeito ao passo que subíamos a montanha.

Quanto mais nos preocuparmos, mais ficaremos nervosos.

Quanto menos estudamos, menos progredimos.

Quanto maior for o preparo, maior será a oportunidade.













Introduzem orações com valor de finalidade.

Principais conjunções: para que, a fim de que, que, porque.

Ex.: Fechou a porta para que os animais não entrassem.

Trarei minhas anotações a fim de que você me ajude.

Faço votos que sejas feliz. (= para que)

Esforcei-me porque tudo desse certo. (= para que)








Introduzem orações com valor de tempo.

Principais conjunções: quando, assim que, logo que, antes que, depois que, mal, apenas, que, desde que, enquanto.

Ex.: Cheguei quando eles estavam saindo.

Assim que anoiteceu, fomos para casa.

Sentiu-se aliviado depois que tomou o remédio.

Mal a casa foi reformada, a família se mudou.

Hoje, que não tenho tempo, chegaram as propostas.

Estávamos lá desde que ele começou a lecionar.

Enquanto o filho estudava, a mãe fazia comida.








São as únicas desprovidas de valor semântico; iniciam orações que completam o sentido da outra; tais orações são chamadas de subordinadas substantivas.

São apenas duas: que e se

Ex.: É bom que o problema seja logo resolvido..

Veja se ele já chegou.

Obs.:As palavras que e se, nos exemplos acima, iniciam orações que funcionam, respectivamente, como sujeito e objeto direto da oração principal.

Observações finais

a) Apesar de e em que pese a são locuções prepositivas com valor de concessão. Ligam palavras dentro de uma mesma oração ou introduzem orações reduzidas de infinitivo.

Ex.: Apesar do aviso de perigo, ele resolveu escalar a montanha.

Apesar de ventar muito, fomos para a pracinha.

Em que pese a vários pedidos do gerente, o caixa não fez serão.

Em que pese a ter treinado bem, foi colocado na reserva.

b) Algumas conjunções coordenativas às vezes ligam palavras dentro de uma mesma oração.

Ex. Carlos e Rodrigo são irmãos.

Não encontrei Sérgio nem Regina.

Comprarei uma casa ou um apartamento.



CASOS ESPECIAIS:

Você deve ter percebido que algumas conjunções têm valores semânticos diversos. Vamos destacar algumas abaixo. A classificação de suas orações depende disso, porém o mais importante é o sentido da frase.


Mas

a) Coordenativa adversativa

Ex.: Pediu, mas ninguém atendeu.

b) Coordenativa aditiva (seguida de também; eqüivale a como)

Ex.: Não só dá aulas, mas também escreve. (= Dá aulas e escreve)

E

a) Coordenativa aditiva

Ex.: Voltou e brincou com o cachorro.

b) Coordenativa adversativa

Ex.: Leu o livro, e não entendeu nada. (= mas)


Pois

a) Coordenativa conclusiva

Ex.: Trabalhou a tarde inteira; estava, pois, esgotado. (= portanto)


b) Coordenativa explicativa

Ex.: Traga o jornal, pois eu quero ler.


c) Subordinativa causal

Ex.: A planta secou pois não foi regada.


Como

a) Coordenativa aditiva

Ex.: Tanto ria como chorava. (= Ria e chorava)


b) Subordinativa causal

Ex.: Como passou mal, desistiu do passeio. (= Porque)


c) Subordinativa comparativa

Ex.: Era alto como um poste. (= que nem)


d) Subordinativa conformativa

Ex.: Alterei a programação, como o chefe determinara. (= conforme)


Porque

a) Coordenativa explicativa

Ex.: Não faça perguntas, porque ele ficará zangado.


b) Subordinativa causal

Ex.: As frutas caíram porque estavam maduras.


c) Subordinativa final

Ex.: Porque meu filho fosse feliz, fui para outra cidade. (= para que)


Uma vez que

a) Subordinativa causal

Ex.: Fiz aquela declaração uma vez que estava sendo pressionado. (= porque)


b) Subordinativa condicional

Ex.: Uma vez que mude de hábitos, poderá ser aceito no grupo. (= Se mudar de hábitos)



Se

a) Subordinativa condicional

Ex.: Se forem discretos, agradarão a todos. (= Caso sejam discretos)


b) Subordinativa integrante

Ex.: Diga-me se está na hora.


Desde que

a) Subordinativa condicional

Ex.: Desde que digam a verdade, não haverá problemas.


b) Subordinativa temporal

Ex.: Conheço aquela jovem desde que ela era um bebê.


Sem que

a) Subordinativa condicional

Ex.: Não será possível o acordo, sem que haja um debate equilibrado. (= se não houver...)


b) Subordinativa concessiva

Ex.: Sem que fizesse muito esforço, foi aprovado no concurso. (= Embora não fizesse...)


Porquanto

a) Coordenativa explicativa

Ex.: Ele deve ter chorado, porquanto seus olhos estão vermelhos.


b) Subordinativa causal

Ex.: Ficamos animados porquanto houve progresso notratamento.


Quanto

a) Coordenativa aditiva

Ex.: Eles tanto criticam quanto incentivam. (= Eles criticam e incentivam)


b) Subordinativa comparativa

Ex.: Ele se preocupa tanto quanto o médico.


Que

a) Coordenativa adversativa

Ex.: Diga tal coisa a outro, que não a ele. (= mas não a ele)


b) Coordenativa explicativa

Ex.: Faça as anotações, que você estudará melhor.


c) Subordinativa causal

Ex.: Nervoso que se encontrava, não conseguiu assinar o documento.


d) Subordinativa concessiva

Ex.: Sujo que estivesse, deitaria na poltrona. (= embora)


e) Subordinativa comparativa

Ex.: É mais trabalhador que o tio.


f) Subordinativa consecutiva

Ex.: Era tal seu medo que fugiu.


g) Subordinativa final

Ex.: Ele me fez um sinal que eu não dissesse nada. (= para que)


h) Subordinativa temporal

Ex.: Agora, que já tomaste o remédio, sairemos. (= quando)

I) Subordinativa integrante

Ex.: Queria que todos fossem felizes.










CAPÍTULO  9







Num período podem aparecer orações que se relacionam pela coordenação e pela subordinação.

Assim, tem-se um período misto.

Por Exemplo:

O atleta entrou na piscina

e pediu

que todos saíssem.

1ª Oração

2ª Oração

3ª Oração

1ª Oração: Oração Coordenada Assindética                           

2ª Oração: Oração Coordenada Sindética Aditiva (em relação à 1ª oração) e Oração Principal (em relação à 3ª oração).                

3ª Oração: Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta (em relação à 2ª Oração).

Observe outro exemplo:

Eram alunas

que tiravam boas notas,

mas não estudavam.

1ª Oração

2ª Oração

3ª Oração

1ª Oração: Oração Principal                 

2ª Oração: Oração Subordinada Adjetiva Restritiva                                 

3ª Oração: Oração Coordenada Sindética Adversativa (em relação à 2ª oração) e Oração Subordinada Adjetiva Restritiva (em relação à 1ª oração).









Quando falamos sobre duas orações, é importante esclarecer  que estamos falando do PERÍODO COMPOSTO. Dessa forma, antes de entender a diferença entre coordenação e subordinação, vamos saber como se formam esses períodos.

Quando um período é simples, significa que só existe uma oração, apenas um processo verbal e ela recebe o nome de ORAÇÃO ABSOLUTA.

Veja o exemplo:

A menina comprou chocolate.

Nessa oração há apenas um verbo: comprou, essa oração recebe o nome de absoluta e o período é chamado PERÍODO  SIMPLES.

Quando o período é COMPOSTO, apresenta mais de um verbo e, por isso, as orações recebem duas classificações: COORDENADAS OU SUBORDINADAS.






Quando o período recebe essa classificação, significa que ele possui orações independentes ou coordenadas entre si; dessa forma, elas não apresentam nenhuma dependência sintática, uma não exerce FUNÇÃO SINTÁTICA para a outra.

Veja o exemplo:

Saímos de manhã e voltamos à noite.

Perceba que, no exemplo acima, há duas orações (Saímos de manhã) e (voltamos à tarde. ) e elas são ligadas por uma conjunção, no caso, a conjunção aditiva “e “  que faz as duas orações serem independentes e, mesmo assim estarem ligadas , o que  lhes acrescenta o sentido de  ADIÇÃO.

Assim, as orações coordenadas sempre são ligadas por uma conjunção que possuem diferentes significados, sendo elas: ADITIVAS, ADVERSATIVAS, ALTERNATIVAS, CONCLUSIVAS E EXPLICATIVAS. Cada conjunção acrescenta um sentido diferente à oração. Cada uma delas estabelece um tipo de COESÃO entre as duas  orações, o que determina a intenção do falante ou do escritor do texto, o que se quer comunicar.

Quando a oração recebe essa classificação, significa que o período é composto por Coordenação. Entretanto, se uma ora depender de outra para exercer uma função sintática, ou seja, exercer a função que um termo (um sintagma nominal exerceria), Tal oração recebe o nome de Subordinada e a que a exigiu recebe o nome de PRINCIPAL.

Veja o exemplo:

O tambor soa porque é oco.

Nesse caso, há duas orações no período.

A oração principal: Não fui à aula

E a oração subordinada: porque estava doente. Perceba que, para o período ter significado, uma oração depende da outra e elas são ligadas por uma conjunção, no caso, porque ( indicador de causalidade. )


A oração subordinada é aquela que exerce uma função sintática para a coordenada que precisa dessa subordinada, chegando, muitas vezes, a exigi-la, para que tenha COESÃO E COERÊNCIA.

Ex.: É justo... (o que é que é justo?)

É justo que amparemos nossos pais. (“...que amparemos nossos pais” ) é o sujeito da oração: “ É justo...”, e exerce a função de  um  NOME que seria exercida por um SUBSTANTIVO: trata-se, pois, de uma oração SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA.

Dessa forma, há subordinadas com função sintática dos NOMES que são as subordinadas SUBSTANTIVAS, as subordinadas ADVERBIAIS, com função sintática dos ADVÉRBIOS ( adjuntos adverbiais) e, por fim, as subordinadas  ADJETIVAS, com função sintática dos   ADJETIVOS ( adjunto adnominal e aposto.)

As substantivas são: SUJEITO (subjetivas), OBJETIVAS DIRETAS (objeto direto), OBJETIVAS INDIRETAS (objeto indireto), COMPLETIVAS NOMINAIS (complementos nominais), PREDICATIVAS ( predicativo do sujeito )  e APOSITIVAS ( aposto.)

AS SUBORDINADAS ADVERBIAIS APRESENTAM CIRCUNSTÂNCIAS DE  causalidade, finalidade, temporalidade, consequência, concessão, condição, conformidade, proporção  e finalidade.

AS SOBORDINADAS ADJETIVAS EXERCEM FUNÇÃO DE: adjunto adnominal e aposto; podem ser RESTRITIVAS E EXPLICATIVAS.

ATENÇÃO CANDIDATO AO ENEM!!!

Trabalhar bem a sequência frasal inclui saber usar bem todas as conjunções necessárias para estabelecer COESÃO entre as orações. À frente, você vai encontrar esses termos relacionais.

            CONCLUINDO: Clarissa vive na cidade, mas ama a estância do pai.


                        1ª oração: Coordenada assindética

                        2ª oração: Coordenada adversativa

                        Período composto por coordenação



Clarissa não sai de casa quando chove;

1ª oração: oração principal;

2ª oração: subordinada adverbial temporal;

Período composto por subordinação.


É vão o esplendor do céu, é inútil a beleza dos campos e dos mares, se, enquanto os olhos admiram, o coração não aprende a amar;

1ª or.: É vão o esplendor do céu: Coordenada assindética;

2ª or.: é inútil a beleza dos campos e dos mares: coordenada assindética principal;

3ª or.: se o coração não aprende a amar: subordinada adverbial condicional;

4ª or.: enquanto os olhos admiram: subordinada adverbial temporal.


Período composto por Coordenação e Subordinação.

Para ser subordinação basta uma oração subordinada; para ser coordenação, é preciso mais de uma oração coordenada.



OBSERVAÇÃO:



SIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES


            As orações explicativas exprimem o motivo, a justificativa de se ter feito a declaração anterior.


            Conjunções: que, porque, pois (anteposto ao verbo), porquanto.


            Não fale alto aqui, porque perturba o chefe.

                                         (pois, que, porquanto)


Não confunda subordinada casual com coordenada explicativa.

A oração casual explica a causa do que se afirma no verbo principal:

Ele não fixa nada, porque não estuda. (A falta do estudo é a causade ele não fixar nada).


A oração explicativa anuncia a razão ou o motivo da declaração anterior:

Não se queixe, que (porque, pois) há outros mais infelizes. (Haver outros mais infelizes não é a “causa” de não se queixar, e sim o motivo).


                                         Aguarde um instante, que ele virá.

                                         Tenha coragem, que tudo passa.

                                         Traga-me água, porque não estou bem.

                                         Não se agite tanto, pois pode fazer-lhe mal.

                                         Não venha agora, pois poderá ter uma decepção.


Depois de verbo no imperativo não há oração subordinada casual: ele será coordenada explicativa.


TEXTO A


CHUVA, SUOR E CERVEJA


Não se perca de mim

Não se esqueça de mim

Não desapareça

A chuva tá caindo

E quando a chuva começa

Eu acabo de perder a cabeça

Não saia do meu lado

Segure o meu pierrot molhado

E vamos embalar ladeira abaixo

Acho que a chuva ajuda a gente a se ver

Venha, veja, deixa, beija

Seja o que Deus quiser

A gente se embala, s’imbora, se embola,

Só para na porta da igreja

A gente se olha, se beija, se molha

De chuva, suor e cerveja.

(Caetano Veloso)

·       Classifique as quatro orações dos quatro primeiros versos de Caetano Veloso.

Transcreva dois períodos compostos em que haja várias orações coordenadas assindéticas.

Copie também um período composto em que a 2ª oração seja coordenada aditiva.

Qual é o sujeito das três primeiras orações dos três primeiros versos?

E qual o sujeito da quarta oração da canção?

E o predicado dessa oração? Classifique-o.

Transcreva uma oração com locução verbal.

Copie ainda um objeto direto e um objeto indireto dos versos de Caetano Veloso.

E ainda um objeto direto com ideia de reciprocidade





1.2. EXERCÍCIOS SOBRE AS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS:



1)SEPARE AS ORAÇÕES, CLASSIFICANDO-AS, GRIFANDO AS CONJUNÇÕES:


Quando não se sabe dançar, põe-se a culpa na orquestra.

Depois que a procissão passa, não adianta tirar o chapéu.

Mais vale a prevenção que remediar.

A coragem deve ser maior que o medo.
Duas cabeças pensam melhor que uma.

Pobre, quando leva as mãos ao bolso, só tira dedos.

Quando um não quer, dois não brigam.

 Mais vale o pouco certo que o muito duvidoso.

Tanto vai o pote à bica que um dia lá fica.

Enquanto Deus quer, água pura é remédio.

Saiu da toca da raposa a fim de cair na do leão.

Mais vale “um toma” do que “dois te darei”.

Não fales mal da ponte antes que cruzes o rio.

Enquanto existir cavalo, São Jorge não anda a pé.

Quanto maior a árvore, maior o tombo.

Se choras por não ter a lua, as lágrimas não a deixarão ver as estrelas.

O verso ficaria certo, se lhe acrescentássemos uma sílaba.

O mar é belo, embora pareça perigoso.

Não o reconheci, se bem que me esforçasse para isso.

Amaro lê os seus poetas no jardim quando é noite de lua cheia.



2) OBSERVE O MODELO E FAÇA OS EXERCÍCIOS USANDO A CRIATIVIDADE


Ex: aula/estudar (finalidade

Vou à aula para que possa estudar.


brinquedo/criança (causalidade)
relógio/atrasar (proporcionalidade)
estudar/ser aprovado (temporalidade)
não estudar/ser reprovado (concessão)
futebol/carnaval (comparação)
convite/festa (condição)
fome/sanduíches (proporção, condição, causalidade)
trabalho/professor (conformidade)
ônibus/avião (comparação)





3)COMPLETE OS PERÍODOS COM AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SOLICITADAS:



SUBORDINADA ADVERBIAL COMPARATIVA
A lanterna brilhava mais ________________________________________
A noite mostrava-se tão escura ___________________________________
Ele parecia menos preocupado ___________________________________
Minha alma se abriu aos seus olhos como __________________________
O esquilo é tão ágil ____________________________________________
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres _________________________
A preguiça gasta a vida como ____________________________________
Certos cantores gesticulam mais __________________________________





SUBODINADA ADVERBIAL CONDICIONAL
O povo não faria tanta algazarra __________________________________
_____________________________, a lanterna não seria necessária.
_____________________________, incendiaria as plantações.





SUBORDINADA ADVERBIAL CONFORMATIVA
1)     O incêndio espalharia pelo pátio, ____________________________

2)     Ele amarrava a lanterna, ___________________________________

3)     As crianças empinavam papagaios, __________________________





SUBORDINADA ADVERBIAL CAUSAL

Aquela brincadeira era perigosa, _____________________________
O papagaio sumiu no ar, ___________________________________
Eu me divertia a valer com pipas, ____________________________
______________________, repreendi-os severamente.
______________________, ninguém ousou reagir.
Faltou à reunião ________________________________
Desprezam-me _________________________________
Não posso ir hoje _______________________________





ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL TEMPORAL
As casas se esvaziavam, _____________________________________
Todos o procuravam, ________________________________________
Minha mãe ficava acordada, __________________________________
Os povos se levantam, _______________________________________
Visito os museus, ___________________________________________





SUBORDINADA ADVERBIAL CONSECUTIVA
A fumaça era tanta ___________________________________________
Fazia tanto calor _____________________________________________
As notícias da cidade eram boas _________________________________
Ontem estive doente, __________________________________________
Falou com uma calma, _________________________________________
Tenho medo disso, ____________________________________________
Essa gente fazia um barulho, ____________________________________





4)     INDIQUE A CIRCUNSTÂNCIA PELA ORAÇÃO ADVERBIAL DESTACADA NOS SEUINTES PERÍODOS:


1) Usávamos o computador para agilizarmos os cálculos.

2)Quando o navio atracou, todos já estavam a postos.

3)Como costumava fazer, deu corda no despertador.

4) Transferirei, se vocês permitirem, a reunião semanal.

5)Como não haviam combinado, cada um deu uma versão diferente.

6) Ele reclamava tanto que começava a ser desagradável.

7)Quanto mais eu rezo, mais assombrações me aparecem.

8)Embora a chuva estivesse forte, os rapazes viajaram naquele dia.

9)Mal entramos em casa, desabou o temporal.

10)Como estava com as mãos ocupadas, o rapaz não pôde ajudá-la.

11) O elevador enguiçou quando estávamos no terceiro andar.

12) À medida que o tempo passava, mais ficávamos impacientes.

13) O documento foi entregue ao presidente do júri para que todos comprovassem a sua autenticidade.

14) Não tomarei tal decisão mesmo que me chantageiem.

15) Ele sabia como fazer a reportagem melhor do que qualquer um dos técnicos.

16) Como ordenara o comandante, a âncora foi lançada ao mar.

17) Enquanto houver alimentos, eles serão distribuídos aos retirantes.

18) Como ia muito distraído, pisou no cordão da rua.

19) Logo que o vi, lembrei-me de seu pai.

20) Envelhecemos como as árvores fortes envelhecem.

21) Ângelo era tão inteligente quanto André.

22) Ainda que não mentisse, ninguém acreditava nele.

23) Tudo ocorreu segundo a meteorologia previra.

24) Para que sejamos felizes, basta o prazer.

25) Mal os avistou, pôs-se a correr.

26) Irei, contanto que também vás.

27) Faço votos para que sejam felizes.

28) Os indiferentes são piores do que os maus.

29) Foi tão enfadonha a palestra que muitos cochilavam.

30) Desde que vença o Grêmio, o Internacional será classificado.

31) Neste inverno faz tanto frio que toda a vegetação secou.

32) Tudo aconteceu conforme prevíramos.

33) Não fui à festa porque choveu.

34) Quanto mais se sobe, tanto maior é a queda.

35) A vida só é digna, se a enobrece um ideal.

36) Retiraram-se da festa sem que ninguém percebesse.

37) Ele tem se comportado como uma criança mimada.






Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale.

As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.

Observe o exemplo:

Esta foi uma redação

          bem-sucedida.

Substantivo

Adjetivo (Adjunto Adnominal)

Note que  o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja:

Esta foi uma redação

          que fez sucesso.

  Oração Principal

Oração Subordinada Adjetiva

Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita pelo pronome relativo que. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede.

Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se  o modo verbal da segunda oração.

Atenção:

Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por: o qual - a qual - os quais -as quais

Por Exemplo: Refiro-me ao aluno que é estudioso.

Essa oração  é equivalente a:

Refiro-me ao aluno o qual estuda.


Forma das Orações Subordinadas Adjetivas

Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio).

Por Exemplo:

Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.

Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.

No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome relativo "que" e apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo e seu verbo está no infinitivo.


2.1 - EMPREGO DE PRONOMES RELATIVOS

EMPREGO DE PRONOMES RELATIVOS

Pronome relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre duas orações.

Ex: Não conhecemos o aluno. O aluno saiu.

       Não conhecemos o alunos que saiu.


Como se pode perceber, o que, nessa frase está substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda oração com a primeira.


Os pronomes relativos são os seguintes:


                     Variáveis

                     O qual, a qual
                     Os quais, as quais
                     Cujo, cuja
                     Cujos, cujas )
                     Quanto, quanta
                     Quantos, quantas

                     Invariáveis

                     Que (quando equivale a o qual e flexões)
                     Quem (quando equivale a o qual e flexões)
                     Onde (quando equivale a no qual e flexões)



Emprego dos pronomes relativos:

1.  Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.


                                                      preposição exigida  pronome     termo regente

                                                           pelo verbo            relativo 

Havia condições

a

que

nos opúnhamos. (opor-se a)

Havia condições

com

que

não concordávamos. (concordar com)

Havia condições

de

que

desconfiávamos. (desconfiar de)

Havia condições

-

que

nos prejudicavam. (= sujeito)

Havia condições

em

que

insistíamos. (insistir em)


2.  O pronome relativo quem se refere a uma pessoa ou a uma coisa personificada.
Ex:    Não conheço a médica de quem você falou.
         Esse é o livro a quem prezo como companheiro.

3.  Quando o relativo quem aparecer sem antecedente claro é classificado como pronome indefinido. 
Ex:    Quem atravessou, foi multado.
4.  Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem virá precedido de preposição.
Ex:    João era o filho a quem ele amava.

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5.  O pronome relativo que é o de mais largo emprego, chamado de relativo universal, pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas, no singular ou no plural.
Ex:    Conheço bem a moça que saiu.
         Não gostei do vestido que comprei.
         Eis os instrumentos de que necessitamos.


6.  O pronome relativo que pode ter por antecedente o demonstrativo o (a, os, as).
Ex:    Sei o que digo. (o pronome “o” equivale a aquilo)





7.O pronome relativo que refere-se a pessoas e a coisas; é o mais aconselhável a ser usado, pois com ele, a linguagem fica elegante e concisa, desde que não se incorra no queísmo.

         Deixe-se claro, entretanto, que há  construções em que temos que usar os pronomes relativos: o qual, a qual. os quais, as quais.


1º -Quando o pronome relativo vier regido de preposições  fortes, as demais de uma sílaba ( contra, para, entre, perante, sobre, entre outras ) ou até mesmo as monossilábicas também fortes como as nasais ( sem, com, etc, dependendo da entonação frasal. )

Ex. :  Aquele é o empresário para o qual trabalho.

         Eis o juiz perante o qual estive.

Havia canteiros por entre os quais eu caminhava.

É a mesa sobre a qual deixei o livro.


2º_Também usamos o pronome relativo:o qual, a qual, os quais, as quais quando houver AMBIGUIDADE, CASO COMUM QUANDO HÁ DOIS ANTECEDENTES:

Ex:    Este é o professor da turma que nos visitou.
         Quem visitou: o professor ou a turma?


ESCLARECENDO: Este é o professor da turma a qual nos visitou.

ANTECEDENTE: a turma.

Este é o professor da turma o qual nos visitou.

ANTECEDENTE: o professor.


8.  O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo equivale a do qual, de que, de quem. Deve concordar com a coisa possuída.
Ex: Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres.
Comprei um terno cuja cor é cinza.
Era um colete em cujos bolsos havia moedas de ouro.


9.  O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas.
Ex:    Recolheu tudo quanto viu.

É teu tudo quanto aqui está.

11.  O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e tem sentido aproximado de em que, no qual. 
Ex:    Esta é a terra onde habito.
Este é o bair

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